sábado, 12 de maio de 2012

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, EUA, 2011) – Nota 8
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Asa Butterfield, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Chloe Grace Moritz, Ray Winstone, Emily Mortimer, Christopher Lee, Helen McCrory, Michael Stuhlbarg, Frances de la Tour, Richard Griffiths, Jude Law.

Em Paris nos anos trinta, após a morte de seu pai (Jude Law), Hugo Cabret (Asa Butterfied) passa a viver com seu tio bêbado (Ray Winstone) escondido na estação de trem cuidando do enorme relógio, cometendo pequenos roubos para sobreviver e também para consertar um antigo robô deixado pelo pai. 

Após tentar roubar um objeto numa loja de brinquedos dentro da estação, Hugo acaba expulso pelo dono, o velho Georges (Ben Kingsley), que fica com a posse de seu diário, que também fora deixado pelo pai. Ao mesmo tempo, Hugo fará amizade com a sonhadora Isabelle (Chloe Grace Moritz), garotada adotada por Georges e terá ainda de escapar da perseguição do inspetor da estação (Sacha Baron Cohen) e de seu cachorro. 

Com uma belíssima direção de arte, o filme lembra os trabalhos de Tim Burton, se tornando um longa único na carreira de Scorsese. Não chega a ser filme sensacional, mas além da beleza visual, outro ponto positivo é o roteiro que se transforma na segunda parte em uma bela homenagem ao primórdios do cinema. O garoto Asa Butterfield e a promissora Chloe Grace Moritz carregam bem boa parte do longa, porém a história cresce quando o personagem de Ben Kingsley se torna o protagonista. 

Como curiosidade, na minha opinião o distribuidor errou em duas situações em relação ao lançamento do filme. O título nacional está incorreto, não existe uma invenção, além disso o longa foi vendido dando a impressão de ser um filme voltado para o público infantil, o que foi outro grande erro, já que mesmo sendo censura livre, a trama é mais indicada para os adultos, principalmente cinéfilos curiosos com a história do cinema.  

Os trabalhos de Scorsese são obrigatórios para todo cinéfilo e este vale para confirmar o amor que o realizador tem pelo cinema. 

14 comentários:

Rodrigo Mendes disse...

Filme encantador, emocionante e muito bem realizado. O amor e tributo que Scorsese faz neste filme são de encher os olhos. Só ele mesmo para dirigir com maestria uma memória cinéfila, que é o que a sétima arte carece.

Abraço.

Celo Silva disse...

Otima postagem. Sabe que não escrevi sobre HUGO, mas ainda pretendo. Gosto muito do filme, me diverte e encanta. Scorsese mexe com o lado lúdico de cada um. Grande pedida, deu vontade de rever.

Silvia Freitas disse...

Gostei desse filme, e concordo contiogo qto ao título do mesmo, ficou estranho pois não há invenção nehuma. Aliás, de onde tiraram isso?
Hugo, qdo puder vá a Gramado sim, é lindo o lugar, mas reserve uma graninha pra comer aquelas delícias do sul. Abraço!

Thomás R. Boeira disse...

Gostei de A Invenção de Hugo Cabret. Scorsese faz uma bela homenagem ao cinema. Mas achei o filme tão sem energia que cheguei a sair desapontado do cinema. Além de o roteiro ter alguns probleminhas.
De qualquer forma, vale muito a pena conferir esse filme. Quem assistiu em 3D certamente viu um dos melhores usos da tecnologia até agora.

Abraço,
Thomás
http://brazilianmovieguy.blogspot.com.br/

! Marcelo Cândido ! disse...

Desses filmes oscarizados desse ano, para mim é o melhor !

Gonga disse...

Homenagem ao cinema mudo de Scorcese, filme para toda a familia, antipico deste diretor.

Kamila disse...

"A Invenção de Hugo Cabret" é um filme muito bem realizado do ponto de vista técnico (merecidamente vencedor do maior número de Oscars 2012 nestas categorias), mas que tem, pra mim, um problema sério de roteiro, especialmente por causa da mudança completa de foco da trama a partir do instante em que Georges Meliès é introduzido no filme. Mas, isso, é importante dizer, não é algo que prejudica o filme. Pelo contrário: "Hugo" mantém a sua magia acesa.

Hugo disse...

Rodrigo - É um filme de amor ao cinema.

Celo - Scorsese fez um filme diferente de sua obra.

Silvia - A tradução não condiz com a trama.

Thomás - Quem viu em 3D com certeza teve uma bela experiência.

Marcelo - Não assisti todos para comparar.

Gonga - Scorsese fez uma bela homenagem ao cinema.

Kamila - A trama muda completamente na segunda parte, mas também concordo que isto é apenas um detalhe neste belo filme.

Abraço

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Hugo,Como Vai?
Ótimo filme, um grande tributo a George Mélies e ao cinema em si.
Como disse o Rodrigo no primeiro Comentário, "é de encher os olhos". Assisti a versão 2D no cinema e mesmo assim me surpreendeu. Tenho que assistir "O ARTISTA" para tirar a conclusão de qual realmente merecia a Estatueta do Oscar.

Grande abraço

Hugo disse...

Jefferson - Também preciso assistir "O Artista" para comparar.

Abraço

Amanda Aouad disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Amanda Aouad disse...

Olha, eu fiquei encantada com o filme, a mim envolveu completamente, me diverti, chorei, torci, fiquei igual a criança, hehe. E o 3D foi mesmo o melhor que já vi.

Quanto a questão do título e direcionamento, apesar de concordar com você que o rótulo de "infantil" possa ter prejudicado a divulgação, entendo a estratégia, pois ele é baseado em um livro infantil e esse é o título dele: The Invention of Hugo Cabret. Na realidade, o mercado internacional criticou Scorsese quando este resolveu deixar o título do filme apenas "Hugo". hehe. E o filme não tem mesmo nada que o faça se tornar outra coisa que não seja censura livre, né?

bjs

Ricardo Morgan disse...

Gostei muito do filme, principalmente a homenagem ao cinema!

Hugo disse...

Amanda e Ricardo - É uma bela homenagem ao cinema.

Abraço