sábado, 4 de maio de 2013

Bombas - Filmes Ruins Baseados em Obras de Stephen King - Parte I

Stephen King é um dos escritores que mais teve obras adaptadas para o cinema, muitas delas com roteiros escritos pelo próprio autor.

Esta grande quantidade de adaptações gerou ótimos filmes como por exemplo "A Espera de um Milagre", "Carrie - A Estranha" e "Conta Comigo", mas também vários longas ruins, principalmente produções nos anos oitenta e início dos noventa.

Listei dez destes filmes que analisados como cinema são fracos. Alguns deles prendem a atenção, mas são claramente produções repletas de falhas.

Nesta primeira postagem eu publico a resenha dos cinco primeiros filmes da lista.

Cujo (Cujo, EUA, 1983) – Nota 5,5
Direção – Lewis Teague
Elenco – Dee Wallace, Daniel Hugh Kelly, Danny Pintauro, Christopher Stone, Ed Lauter.

O casal Trenton passa por uma crise. Vic (Daniel Hugh Kelly) descobriu que sua esposa Donna (Dee Wallace) o traiu com um conhecido chamado Steve (Christopher Stone). Ao mesmo tempo, Vic precisa viajar para resolver problemas profissionais, deixando a esposa com o pequeno filho Ted (Danny Pintauro). Sozinha com o filho, Donna tem um problema no carro e decide levá-lo ao mecânico Joe (Ed Lauter) que tem uma oficina num local afastado, porém ao chegar lá, mãe e filho ficam presos no automóvel cercados pelo cachorro Cujo, um outrora dócil São Bernardo que foi infectado pela raiva ao ser mordido por um morcego e assim atacou e matou seu dono e a esposa. 

A estranha história escrita por Stephen King mistura drama familiar com a violência de um cão raivoso, sendo transposta para o cinema de um modo quase cru, com sequências assustadoras do cão atacando suas vítimas. Como curiosidade, a atriz Dee Wallace interpretou a mãe das crianças em “ET – O Extraterrestre”.

Chamas da Vingança (Firestarter, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Mark L. Lester
Elenco – David Keith, Drew Barrymore, George C. Scott, Martin Sheen, Heather Locklear, Freddie Jones, Art Carney, Louise Fletcher, Moses Gunn, Antonio Fargas.

Andy McGee (David Keith) e sua filha, a pequena Charlene “Charlie” McGee (Drew Barrymore com oito anos de idade), estão fugindo de uma organização secreta chamada “A Oficina” que deseja capturar Charlie. A garotinha nasceu com o poder de atear fogo em tudo o que desejar, porém pela idade ainda não consegue controlar seu dom. O poder é resultado de uma experiência que seu pai e sua mãe (Heather Locklear) foram cobaias na universidade sem saber das consequências. Os agentes da Oficina mataram a mãe e agora liderados por Rainbird (George C. Scott interpretando um descendente de índios) desejam utilizar o poder da garotinha a qualquer custo. 

O longa tem uma narrativa ágil e várias cenas de ação, principalmente com fogo, mas se perde  num roteiro confuso e no fraco protagonista interpretado pelo canastrão Keith David. O diretor Mark L. Lester é especialista em filmes de ação onde roteiro e atuação não são suas principais preocupações. Seus dois trabalhos mais conhecidos são o clássico trash “Comando Para Matar” com Schwarzenegger e o movimentado “Massacre no Bairro Japonês” com Brandon Lee e Dolph Lundgreen.

A Colheita Maldita (Children of the Corn, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Fritz Kiersch
Elenco – Peter Horton, Linda Hamilton, R. G. Armstrong, John Franklin, Courtney Gains.

O casal Burt (Peter Horton) e Vicky (Linda Hamilton) estão viajando pelo interior dos Estados Unidos quando presenciam um assassinato. Eles decidem denunciar o fato numa cidade próxima, porém chegando ao local encontram uma espécie de cidade fantasma. Logo descobrem que um estranho garoto (John Franklin) comanda as crianças da cidade e conseguiu fazer com que elas matassem todos os adultos, sendo que eles podem ser as próximas vítimas. 

Mesmo com falhas no roteiro e na direção do fraco Fritz Kiersch, o filme assusta ao mostrar um grupo de crianças assassinas lideradas por outra maquiavélica criança. Os estranhos garotos John Franklin como o líder e Courtney Gains como uma espécie de braço direito são assustadores.
A Hora do Lobisomem (Silver Bullet, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – Daniel Attias
Elenco – Gary Busey, Corey Haim, Megan Follows, Everett McGill, Robin Groves, Leon Russom, Terry O’Quinn, Bill Smitrovich.

Em 1976, numa pequena cidade do Maine, ocorrem vários assassinatos extremamente violentos. O xerife (Terry O’Quinn de “Lost”) acredita que os crimes são obra de um serial killer, porém um garoto que vive em uma cadeira de rodas (o falecido Corey Haim) decide investigar por conta própria após a morte de um outro garoto e passa a ter certeza que o autor dos crimes é um lobisomem. O garoto tem apoio apenas da irmã (Megan Follows) e mesmo com a desconfiança do tio (Gary Busey), ele acredita que poderá ajudar na captura do monstro. 

Mesmo com os efeitos um pouco envelhecidos, este interessante longa consegue prender a atenção dos fãs de terror B. O filme passou diversas vezes nas antigas sessões do SBT, quase sempre utilizando o título “Bala de Prata”. Nos cinemas o filme foi lançado como “A Hora do Lobisomem” por causa do sucesso de “A Hora do Pesadelo” no ano anterior, o que fez com que as distribuidoras utilizassem o termo “A Hora” para diversos filmes de terror, como “A Hora do Espanto”, “A Hora dos Mortos-Vivos” e  “A Hora da Zona  Morta”.    

Olhos de Gato (Cat’s Eye, EUA, 1985) – Nota 6
Direção – Lewis Teague
Elenco – James Woods, Drew Barrymore, Alan King, Kenneth McMillan, Robert Hays, Candy Clark, James Rebhorn.

O diretor Lewis Teague gostou de comandar “Cujo” e aqui levou as telas outro longa baseado em Stephen King. São três histórias curtas interligadas por um gato, que na realidade tem participação efetiva apenas no episódio final. A primeira história tem como protagonista um fumante inveterado (James Woods) que contrata os serviços de uma empresa especializado em ajudar  fumantes a largar o vício. O problema maior que o sujeito enfrentará serão os assustadores métodos usados pela empresa. A segunda história tem como protagonista um professor de tênis (Robert Hays de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”) que por ter um caso com a esposa de um mafioso (Kenneth McMillan), se vê obrigado a enfrentar um desafio no alto de um prédio para sobreviver. O episódio final é sobre uma garotinha (Drew Barrymore) que recebe ajuda do gato para se defender de um pequeno e estranho monstro que deseja seu fôlego. 

São histórias simples, rápidas e que cumprem o objetivo de divertir como suspense, porém não chegam a assustar. Mesmo a direção de Lewis Teague não ajudando muito, vale como uma sessão sem compromisso.

8 comentários:

Fernando Terroso disse...

Muito bom o post, sobre o Olhos de Gato, gostei muito das duas primeiras historias,a terceia foi fraquinha...

Marcelo keiser disse...

Não assisti nenhum deles... que me lembro. Os que conheço são mais recentes, mas que também não mudaram a minha vida.

abraço

Clenio disse...

Confesso que gosto de "Cujo", talvez porque tenha medo de cachorro hehe.
Os outros realmente são sofríveis. Espero que no resto da lista conste "O apanhador de sonhos", que é tenebroso.

Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Hugo disse...

Fernando - Geralmente filmes com episódios tendem a ser irregulares, mesmo no caso de "Olhos de Gato" que é obra de apenas um diretor.

Marcelo - Também existem vários bons filmes baseados em King.

Clênio - Vou publicar o resto da lista agora, mas deixarei "O Apanhador de Sonhos" para outra postagem sobre bons diretores em filmes ruins, já que a obra foi dirigida por Lawrence Kasdan, que tem uma boa carreira, apesar deste escorregão.

Abraço

Bússola do Terror disse...

Eu gostei de Cujo, embora o filme seja meio parado em algumas partes.
E Bala de Prata virou um clássico dos filmes de lobisomem, não podemos negar.

Hugo disse...

Léo - Da lista completa que postei, "Bala de Prata" é o mais legal;

Abraço

João Pedro de Lima Duarte disse...

Sua lista é muito interessante, a partir de agora vou acompanhar seu blog sempre. Abraço

Hugo disse...

João Pedro - Valeu pela visita, volte sempre.

Abraço