sábado, 15 de julho de 2017

A Assombração de Enfield & A Troca


A Assombração de Enfield (The Enfield Haunting, Inglaterra, 2015) – Nota 7
Direção – Kristoffer Nyholm
Elenco – Timothy Spall, Matthew Macfadyen, Juliet Stevenson, Eleonor Worthington Cox, Fern Deacon, Rosie Cavaliero.

Londres, bairro de Enfield, agosto de 1977. Peggy Hogdson (Juliet Stevenson) cria sozinha duas filhas adolescentes e dois filhos menores após ser abandonada pelo marido. A vida fica muito mais complicada quando estranhos fenômenos começam a ocorrer na casa. Móveis se movimentam, portas batem e objetos voam pela casa. 

Para analisar a situação, a polícia indica uma associação que envia o inventor Maurice Grosse (Timothy Spall) e o especialista em fenômenos paranormais Guy Playfair (Matthew Macfadyen). Os dois se assustam com os acontecimentos e acreditam que eles estejam ligados a uma das filhas, a esperta Janet (Eleanor Worthington Cox). 

Esta minissérie em três episódios explora de forma mais realista a mesma história real abordada em “Invocação do Mal 2”. O roteiro aqui é baseado no livro do verdadeiro Guy Playfair, que detalha como a família Hogdson enfrentou a situação, a questão da dúvida se os acontecimentos eram mesmo verdadeiros ou invenção das adolescentes e por fim a crise pessoal que Maurice Grosse enfrentava com a esposa (Juliet Stevenson). Grosse entrou para a associação após perder a filha em um acidente. Um dos seus objetivos era tentar contato com o espírito da jovem. 

A minissérie perde alguns pontos pelo ritmo irregular e pelos poucos momentos de tensão. Vale a sessão para quem gosta do tema e pela competente e sensível interpretação de Timothy Spall.

A Troca ou O Intermediário do Diabo (The Changeling, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Peter Medak
Elenco – George C. Scott, Trish Van Devere, Melvyn Douglas, Jean Marsh, John Colicos, Barry Morse.

O compositor John Russell (George C. Scott) perde esposa e filha em um acidente durante uma viagem de férias. Pouco tempo depois, John tente retomar a vida como professor de música em Seattle. Por indicação de uma corretora de imóveis (Trish Van Devere), ele se muda para uma enorme casa colonial. Não demora pra John perceber que algo estranho ocorre no local. Ruídos inexplicáveis como portas fechando e janelas batendo o levam a investigar o passado da casa e dos antigos moradores. 

O longa explora o estilo do terror clássico, em que fatos sobrenaturais e o passado do lugar são as peças de um sinistro quebra-cabeças. Não chega a ter grandes sustos, mesmo com um final explosivo. O ponto principal é o roteiro que amarra muito bem a história. É um longa indicado para que curte o terror estilo anos sessenta e setenta. 

2 comentários:

Liliane de Paula disse...

Eu queria dar um mínimo de credibilidade a esses fenômenos.
Mas acho tudo tão sem sentido.
A começar pela escuridão.
Não se procura "espíritos" com luz acesa.
Ontem, vi um episódio de Bates Motel e é a mesma coisa.
Não se acende lâmpadas.

Hugo disse...

Liliane - Eu gosto deste tipo de filme. Vejo como uma diversão. Não é necessário acreditar.

Sobre "Bates Motel", a série não é sobre espíritos, mas sim sobre o protagonista que tem ataques psicóticos de fúria. Considero bem interessante, mas o ideal é assistir desde o início.